sábado, 25 de dezembro de 2010

Forever alone


Tenho passado bastante tempo sozinha, e não estou reclamando, está bacana assim.
Cheguei a conclusão de que preciso de solidão, mais do que a maioria das pessoas.  Ficar sozinho te faz pensar mais, refletir mais, observar mais. Já isso não sei se é tão bom assim.
Eu não consigo passar muito tempo com as mesmas pessoas, eu enjôo. É involuntário, gostaria que a companhia dos outros fosse sempre algo bom e que me alegrasse. Mas sabe, não dá. Preciso do meu espaço, preciso pensar sozinha sobre meu dia, sobre minha vida, sobre o que farei ou não amanhã. Sem falar pra ninguém, eu e eu. E o meu eu não quer invasões.
Em uma dessas minhas reflexões sempre acabo pensando em coisas que me deixam pra baixo, mas acho que faz parte né? Nem tudo pode ser flores. Penso se realmente estou no caminho certo, de como tudo pode e vai mudar daqui um tempo, da saudade que mora em mim. De como os setores da minha vida poderiam ser diferentes, de como eu poderia ser diferente, e sim... penso demais em você. E isso me invade de tal forma, que me perco em pensamentos e esqueço de passar a música chata. É tão bom e tão complicado estar na minha companhia.
Por vezes recuso a vida lá fora pra me avaliar e me fazer companhia. Sei que posso estar perdendo aquele trago, aquela festa e aquele pessoal bacana. Às vezes chego a pensar naquela coisa de “estar só no meio de uma multidão”, pode até ser. Me falta algo. O exterior não tem muito poder sobre mim, meu interior me comanda. Ele diz pra ficar e pensar. Então eu fico, refletindo demais.
Coldplay tocando, meu bloco de anotações cheio da minha assinatura, o copo de Coca-Cola largado na mesa. Meu mundinho, meu eu tão simples. E mesmo com tudo isso preservado, sinto falta de mim mesma. Me perco tão facilmente em meus pensamentos que me pergunto se sou eu ou minha consciência liderando tudo. Talvez falte alguém para ser minha âncora e não deixar que eu saia do porto. Vai saber. O problema é encontrar a âncora e perder o mar, como já aconteceu.

O jeito é puxar um violão e contemplar essa solidão opcional. 

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