Um dos meus filmes preferidos é “500 Days Of Summer”. Quando digo isso, pessoas que me conhecem se espantam e dão risada. Eu assistindo comédia romântica e considerando um dos melhores filmes no quesito história. Mas é isso aí.
O filme é especial em vários sentidos. O relacionamento apresentado é mais realista e ao mesmo tempo improvável (um anti romance). Nele, um rapaz se apaixona por uma garota. Mas ela não acredita no amor e não quer um relacionamento sério, pois diz não gostar de relações assim. Inicia-se aí a confusão, que é mostrada de forma não linear no filme. Por que é um dos meus prediletos? Simplesmente porque eles não ficam juntos no final. É, não ficam. Fica claro que as pessoas não amam do mesmo jeito, e não possuem os mesmos objetivos quando a questão são relacionamentos. Demonstra também como nem tudo é perfeito e como o amor não precisa durar pra sempre, desde que seja eterno e deixe marcas especiais nos envolvidos.
Às vezes nos apaixonamos cegamente por alguém e colocamos a imposição de que deve ser eterno. Se as coisas mudam, o mundo desaba e o outro não passa de um mentiroso. Mas não entendemos que o sentimento pode ser verdadeiro durante o tempo que foi vivido. As alegrias, as tristezas, as emoções. Tudo foi verdadeiro. Tudo foi sentido fortemente. Então, o que aconteceu? As pessoas mudaram. Os sentimentos mudaram. Essa é uma razão para aproveitarmos tudo que a vida nos oferece. Não sabemos durante quanto tempo vamos gostar de alguém e muito menos durante quanto tempo essa pessoa vai nos “amar”.
Entretanto, ainda existe aquele amor pra vida toda. O problema é que ele está cada vez mais difícil de encontrar e de ser percebido. Com o mundo vivendo a era dos relacionamentos estupidamente rápidos, podemos facilmente passar pela pessoa da nossa vida e deixá-la ir embora. Seja por orgulho, por liberdade, por insegurança.
De qualquer forma, o importante é não se entregar a ideia do prasemprecomvocêamor. Quando vivemos para algo que “vai ser eterno”, perdemos as pequenas alegrias do agora. Quando desejamos algo “eterno” deixamos escapar a felicidade do momento, do amanhã que se define como um dia da semana, e não como 90 anos. Quando queremos alguém pra sempre, ignoramos o abraço apertado num dia comum, pois estamos sempre esperando aquela viagem para Paris em 2015.
Viver o presente, imaginar o futuro e guardar o passado. Encontrou alguém bacana mas se separaram ou nem se deram a oportunidade? Se for pra dar certo, vai dar. Algum dia as pessoas voltam a se encontrar, talvez mais maduras. E de tão maduras, podem perceber que não se desejam tanto assim. Ou pelo contrário, acabam entendendo que desperdiçaram tempo ficando longes. E dentro desse tempo, tudo pode acontecer. Até mesmo encontrar outra pessoa tão ou mais especial que a anterior. A vida é feita de desencontros de sentimentos.
“Esta não é uma história de amor. É um história sobre o amor.”

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