Medo, pois é. Nunca, mas nunca mesmo, pensei que sentiria medo por esse tipo de coisa. Não sei se é medo realmente, mas a sensação não se explica com outra palavra.
Sempre condenei e de certa forma detestei pessoas que tem medo de relacionamentos. Aquelas pessoas que dizem não querer se envolver, e que de fato, fazem de tudo para isso. Evitam todas as formas se apegar a alguém e iniciar um relacionamento mais sério. Algumas por amor à solteirice, outras por amor à liberdade e outras para evitar incômodos. Sempre achei uma grande besteira isso, pois acredito que devemos viver as situações que são colocadas na nossa frente durante a vida. Claro, algumas vezes não devemos insistir em algo ou alguém, porque de vez em quando temos visão limpa sobre o que vai acontecer e o correto é evitar. Eu era assim, decidida a dar uma chance para que a felicidade me alcançasse.
Entretanto, depois de passar por situações ruins, mudei bastante. Aprendi com tudo que aconteceu comigo e acabei me tornando de certa forma mais fria. Talvez não seja a palavra correta “frieza”, mas simplesmente acho que agora não vale mais a pena gostar de alguém. No fim das contas, sempre acabo me machucando, e não é pouco, sempre muito. Tudo isso porque quando me encanto por alguém, meu pensamento se dedica quase que em totalidade a essa pessoa. Muitas vezes não demonstro, mas dentro de mim o sentimento é gigante.
Cheguei à conclusão de que preciso um bom tempo pra mim. Só pra mim, sem incluir ninguém em especial aos meus planos e a minha tão amada rotina. Justo quando decido isso e começo a colocar em prática, surge alguém que vem pra mudar tudo isso. Incrível como quando a gente está só e completamente disponível, não aparece ninguém interessante e que nos faça ver estrelinhas novamente. Mas foi só eu definir minha nova estratégia de vida e pimba! Lá vem alguém legal pra tentar me enlouquecer e volta atrás de tudo que decidi. E agora? Medo. Tenho medo de novamente me decepcionar, medo de decepcionar alguém bacana, medo de me envolver de verdade e “perder” a liberdade que tenho. Tenho receio em deixar as coisas evoluírem e não poder mais voltar atrás. Receio de não ser o suficiente para uma pessoa que mostra ser tão especial. Receio de que ela não seja tão legal assim e me faça mal. Receio de uma nova situação que tenha o mesmo tipo de peças no jogo. Desse jeito fico eu aqui, numa dúvida besta sobre o que fazer. Meu ritmo calmo não consegue acompanhar tudo que acontece e acabo meio perdida, tentando decidir o que é melhor no momento. Vou deixar que as coisas aconteçam, e como acredito em destino, o que tiver de ser será! Mas esse medo... ai ai. Será que meu ídolo Carpinejar está certo quando diz “Liberdade na vida é ter um amor para se prender”?
Seja o que tiver de ser. Mas coração... vê se não seja burro tá?
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