domingo, 5 de fevereiro de 2012

Agnes, nenê



Minha mãe nunca me deixou ter um cachorro. Nunca é nunca mesmo. Por motivos pessoais dela, como por exemplo, ser viciada em limpeza.
Mas nessa última semana tive uma visita muito especial em minha vida e que me fez tão bem que resolvi escrever isso aqui.
Meu amor foi com sua família pra praia e deixou para mim a tarefa de cuidar da nossa filha: Agnes. Agnes é uma lhasa/shih tzu de 6 meses de idade. Ela foi um presente meu para o meu amor quando ainda tinha 2 meses de vida.
Um cachorro tão amável quanto sua dona. Brincalhona, esperta e educada. Me tirou o fôlego de tanto que brincava, mordia, corria. Extremamente carente e apegada a pessoas. Ela não podia ficar longe de ninguém, não podíamos nos movimentar porque ela corria ao nosso encontro como que pedindo “aonde você vai?”. E assim foi a semana inteira, aquela bolinha de pêlos brancos correndo pela casa com um sorriso na cara. Nunca me senti tão bem acompanhada por tanto tempo. Agnes foi uma companhia confiável e alegre. Me arrancou lágrimas quando o momento de devolvê-la pra sua dona se aproximou. Mas tudo que é bom dura pouco e essa foi apenas mais uma situação bem descrita por esse ditado.
Já escrevi um texto falando das qualidades que um cão tem, e escrevi antes de ter uma experiência próxima com um. Agora é tudo tão mais... real!
Eu podia xingar a Agnes quando ela fazia xixi no lugar errado. Ela ficava triste e ia pra baixo da cama. Mas era só chamar que ela voltava abanando o rabinho e louca por carinho.
É impossível que um ser humano seja assim (até porque não tem rabo). A ingenuidade, o olhar feliz, a alegria inexplicável quando me via chegar em casa... tudo tão puro e tão gostoso. Não importava se eu negava um pedaço do meu lanche ou se a ignorava enquanto estava jogando vídeo game: ela permanecia ao meu lado todo tempo. Até quando ia tomar banho, ela deitava no banheiro e aguardava pacientemente que eu terminasse.
Não sei o que senti durante essa semana, só sei que foi incrível. Pode ser que a minha carência natural tenha culpa nisso, mas mesmo assim sinto como se um anjo tivesse me acompanhado e transferido um pouco do seu amor pra mim. Já sinto saudades do ronco da pequena Agnes e de suas mordidas na minha mão. Linda, simplesmente uma vida que supera muitas existências humanas. Temos muito o que aprender com estes seres. 


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